sábado, 23 de julho de 2016

ESCOLA PRIMÁRIA

ESCOLA PRIMÁRIA

Escola Primária Adães Bermudes em Vilarelhos


IPA.00018637
Portugal, Bragança, Alfândega da Fé, Vilarelhos
 
Arquitectura educativa, do séc. 20. Escola primária do projecto-tipo Adães Bermudes.
Número IPA Antigo: PT010401190105
 
Registo visualizado 25 vezes desde 27 Julho de 2011
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Escola  Escola primária  Tipo Adães Bermudes

Descrição

Acessos

EM587; Vilarelhos

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Educativa: escola primária

Utilização Actual

Educativa: escola primária

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Arquitecto: Arnaldo Redondo Adães Bermudes, autor do projecto-tipo

Cronologia

1897 - Congresso Pedagógico de Lisboa argumenta que face à taxa de analfabetismo - 4, 5% da população portuguesa, se deveria construir escolas; refere a urgente dotação de edifícios apropriados a todas as povoações com escolas primárias num período de 5 anos, seguindo um plano de construção estudado por uma comissão de engenheiros, que o Governo delegou à Associação dos Engenheiros Civis Portugueses; a equipa era constituída por Augusto Simões de Carvalho, Severino da Fonseca Monteiro, Polycarpo José da Costa Lima, António Teixeira Júdice e Joaquim Renato Baptista; 1898, 3 Janeiro - assembleia extraordinária aprova o projectos de edifícios destinados a escola primária, elaborado pela Associação dos Engenheiros Civis Portugueses; no texto, reconhecia a necessidade de difusão da instrução e a influência que a disposição adaptada nos edifícios escolares exercia no desenvolvimento físico, intelectual e moral das populações; 10 Janeiro - entrada no Ministério das Obras Públicas dos programas do Concurso para apresentação de projectos de edifícios destinados a escolas de instrução primária e o respectivo relatório; 2 Março - abertura oficial do concurso público por anúncio no Diário de Governo, estipulando-se um prazo de 6 meses para admissão dos projectos concorrentes; os trabalhos teriam de ser entregues na 1ª Repartição da Direcção-Geral de Instrução Pública; era obrigatório o uso de pseudónimos; estipulavam-se 3 prémios de mérito relativo para os projectos que satisfizessem todas as condições do concurso e tivessem sido aprovados com mérito absoluto: 750$000 rs, 450$000 rs e 300$000 rs, respectivamente *1; 31 Outubro - júri aprova projecto do Arq. Arnaldo Redondo Adães Bermudes, sob o pseudónimo Fiat Lux, que fora o único candidato *2; 10 Novembro - homologação do parecer técnico, pelo Ministro do Reino e confirmação da atribuição do 1º prémio; 23 Novembro - Adães Bermudes é oficialmente nomeado delegado por Lisboa à Exposição Universal de Paris e convidado por Ressano Garcia a apresentar o projecto dos edifícios escolares como concorrente; 9 Dezembro - Direcção-Geral de Instrução Pública expediu circular aos governadores civis de todos os distritos em que se perguntava: "quantas e quaes são, as escolas primárias officiaes do distrito que não têm casa propria; quaes as escolas que, na conveniente distribuição dos edificios escolares, devem ser preferidas, e com que auxílio poderá o governo contar da parte das corporações administrativas ou dos particulares para a diminuição dos seus encargos na construção dos edifícios"; 1900 - Adães Bermudes obtém a medalha de ouro da Secção Escolar na Exposição Universal de Paris; 1900 - arrematação das obras da escola; 1902, 18 Dezembro - assinatura de contrato de empréstimo de 245 rs. para auxílio da Direcção-Geral de Instrução Pública na diminuição dos encargos na construção das escolas.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes

Materiais

Estrutura em alvenaria de granito, molduras de vãos, sineira, escadas cartelas e outros elementos em granito; vidros simples; azulejos das molduras; caixilharias em alumínio; cobertura em telha cerâmica.

Bibliografia

BEJA, Filomena, SERRA, Júlia, MACHÁS, Estella, SALDANHA, Isabel, Muitos Anos de Escolas, Edifícios para o ensino infantil e primário até 1941, Lisboa, 1987.

Documentação Gráfica

Câmara Municipal de Alfandega da Fé, PDM (http://www.cm-alfandegadafe.pt/uploads/document/file/2826/patrimonio__105-2__-_Vilarelhos__Valverde.pdf), [consultado em 04/02/2016]

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Rita Vale 2016

Actualização

 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

CAMILO MENDONÇA

Camilo António de Almeida Gama Lemos de Mendonça nasceu em Vilarelhos, concelho de Alfândega da Fé, em Julho de 1921 e faleceu em 5.4.1984. Foi um dos maiores empreendedores da sua geração. Conseguiu revolucionar a agricultura tradicional e construir um império no Complexo Industrial do Cachão.

O 25 de Abril de 1974 retirou da vida activa do país esse génio transmontano e a obra gigantesca que sonhou e tinha em fase de implantação, acabou por desfazer-se por não ter havido o engenho e a arte de prossegui-la, levando-a a bom termo. Teria sido a salvação económica para a região transmontana. Licenciou-se no Instituto Superior de Agronomia e foi o primeiro Presidente da RTP. Deputado eleito pelo Nordeste (Círculo de Bragança), secretário do Secretário de Estado da Agricultura, vogal do Conselho Cooperativo, Presidente da Junta do Café e do Grémio dos Armazenistas e Exportadores do Azeite, e também, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação Económica. 

Politicamente ligou-se à União Nacional, o partido de Salazar, tendo sido vogal da Comissão Executiva e membro da Comissão Organizadora do IV Congresso daquela organização, suporte ideológico do Estado. Fundou o Complexo Agro-Pecuário do Cachão em 1964, obra que ficaria inacabada devido ao 25 de Abril, que o levou ao exílio voluntário para o Brasil. A revolução agrícola preconizada por Camilo de Mendonça colocaria a agricultura transmontana em pé de concorrência com a europeia. Para tal incluía a construção de 130 barragens de terra. Deixou feitas as seguintes barragens: Vila Flor, Alfândega da Fé, Cachão, Carvalheira, Vilarelhos e Vilares da Vilariça. 

O jornalista Rogério Reis, publicou em O Primeiro de Janeiro de 14.4.1984 um artigo com o título «Camilo de Mendonça, íntegro transmontano», no qual exalta, com inteira justiça, a obra gigantesca deste valoroso transmontano ao qual chama “o grande paladino de Trás-os-Montes”. Como sempre acontece com os génios, quando sucedem as revoluções políticas, Camilo de Mendonça teve de exilar-se no Brasil, após o golpe militar de 1974, pagando caro o seu grande amor à terra que o viu nascer, pois veio de lá, em cadeira de rodas, já que sempre desejou morrer em Portugal que tão mal lhe pagou, pelo muito que fez. 
In Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

FRANCISCO ANTÓNIO PEREIRA DE LEMOS

Francisco António Pereira de Lemos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Francisco António Pereira de Lemos (Alfândega da FéVilarelhos, 1799 - Alfândega da Fé, Vilarelhos, 25 de Outubro de 1883) foi um empresário agrícola e políticoportuguês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Último Senhor do Morgado de Vilarelhos, Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi Deputado às Cortes.[1]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Teve de Angelina do Espírito Santo Rodriguez (Alfândega da Fé, Vilarelhos - ?), filha de Juan Rodríguez (Verín - ?), Galego, e de sua mulher Maria da Conceição (Alfândega da Fé, Vilarelhos - ?), uma filha natural, Maria Augusta Pereira de Lemos (Alfândega da Fé, Vilarelhos, 18 de Agosto de 1857 - Alfândega da Fé, Vilarelhos, 20 de Abril de 1935), Herdeira, Senhora da Casa dos Lemos de Vilarelhos, casada em Alfândega da Fé, Vilarelhos a 13 de Julho de 1874 com Camilo de Mendonça Machado de Araújo (Mirandela,Abreiro, 28 de Fevereiro de 1849 - Alfândega da Fé, Vilarelhos, 31 de Outubro de 1922), com geração.[1]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b "Costados", D. Gonçalo de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Livraria Esquina, 1.ª Edição, Porto, 1997, N.º 45 e N.º 97
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CAMILO de MENDONÇA

Camilo de Mendonça

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Camilo António de Almeida da Gama de Lemos de Mendonça (Alfândega da FéVilarelhos, 23 de Julho de 1921 — OeirasOeiras e São Julião da Barra5 de Abril de 1984) foi um engenheiro agrónomo, político e dirigente cooperativo que se notabilizou como o principal impulsionador da construção do Complexo Industrial do Cachão, um empreendimento agro-industrial que contribuiu para revolucionar a agricultura tradicional do nordeste de Portugal.

Família[editar | editar código-fonte]

Filho de Mário Augusto de Lemos de Mendonça (Alfândega da Fé, Vilarelhos, 9 de Fevereiro de 1893 - Lisboa, 30 de Novembro de 1979), Senhor da Casa dos Lemos de Vilarelhos, etc, Regente Agrícola, bisneto do 1.º Barão de Barcel, sobrinho-neto por afinidade da 1.ª Viscondessa de Barcel e neto materno de Francisco António Pereira de Lemos, e de sua mulher (Eucízia, 15 de Setembro de 1920) Maria Cândida de Almeida da Gama Pimentel (Eucízia, 10 de Junho de 1895 - 8 de Janeiro de 1981), Herdeira, Senhora das Casas de Cedães, do Vale do Salgueiro, de Eucízia, dos Azevedos de Vilarelhos e de Ferradosa, e primo-irmão de Joaquim Manuel Manso de Lemos de Mendonça.[1]

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Casou em Travanca, na Casa dos Barrosos, a 8 de Novembro de 1947 com Ana Maria Angélica de Meneses Barroso de Moura Pegado (Travanca, Casa dos Mouras Carvalhais, 24 de Agosto de 1921 - ?), Senhora da Casa dos Barrosos de Travanca e Co-Proprietária da Quinta do Vale da Porca, na Vilariça, filha de José António de Moura Pegado, sobrinho-bisneto do 1.º Visconde de Seabra, e de sua mulher e prima-sobrinha Teresa Corina do Céu Pegado de Meneses de Sousa Barroso, sobrinha-trineta do 1.º Visconde de Seabra, com geração.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Camilo de Mendonça nasceu a 23 de Julho de 1921 em Vilarelhos, concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança.[2]
Ingressou na vida política filiando-se na União Nacional, a organização política que suportava o Estado Novo, organização de que seria vogal da Comissão Executiva e membro da Comissão Organizadora do IV Congresso.
Alto funcionário público,[2] entre outras funções políticas, foi Secretário do Secretário de Estado da Agricultura, Secretário de Estado do Ministério da Agricultura, vogal do Conselho Cooperativo, presidente da Comissão Administrativa do Grémio dos Armazenistas e Produtores de Azeite em 1947, em cuja qualidade integrou como Procurador aCâmara Corporativa, pelo Comércio do Azeite na IV Legislatura, na qual fez parte da 4.ª Secção - Azeite, Frutas e Produtos Hortícolas, não tendo subscrito ou relatado qualquerparecer, tendo na XI Legislatura sido nomeado pelo Conselho Corporativo e sido 2.º Vice-Presidente da Mesa, Membro do Conselho da Presidência e feito parte da 12.ª Secção - Interesses de Ordem Administrativa, 1.ª Subsecção - Política e Administração Geral, não tendo subscrito ou relatado qualquer parecer, presidente da Junta do Café ou Junta da Exportação do Café de 1953 a 1957, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Bragança à Assembleia Nacional na VI, VII e X Legislaturas (1953 a 1973), Delegado doGoverno junto do Grémio dos Armazenistas e Exportadores de Azeite de 1953 a 1957, Vice-Presidente Adjunto do Conselho Técnico Corporativo de 1953 a 1957, primeiropresidente do conselho de administração da Radiotelevisão Portuguesa, SARL (a actual RTP) em 1957, Presidente do Grémio dos Agricultores e da Federação dos Grémios da Lavoura do Nordeste Transmontano[4] (desde a sua fundação), vice-presidente da Comissão de Coordenação Económica.[2] [3]
Empreendedor e persistente, em 1964, como um dos membros do setor desenvolvimentista do Regime, foi o grande impulsionador e liderou a fundação, no concelho deMirandela, do empreendimento do Complexo Agro-Pecuário e Agro-Industrial do Cachão.[2] Projectado para suportar uma verdadeira revolução agrícola que colocaria a agricultura transmontana ao nível das melhores congéneres europeias, para além de um complexo destinado à agro-indústria, o empreendimento incluía a extensão do regadio a uma vasta área, suportado pela construção de 130 barragens de terra.
Nos anos de 1975 a 1978, como consequência da Revolução do 25 de Abril, o projecto entrou em colapso. Apesar disso, ficaram diversas fábricas, algumas das quais vieram a encerrar posteriormente, e as seguintes barragens: Vila Flor, Alfândega da Fé, Cachão, Carvalheira, Vilarelhos e Vilares da Vilariça.
Dada a sua ligação ao regime do Estado Novo, tendo sido próximo de Marcelo Caetano,[2] Camilo de Mendonça optou pelo exílio voluntário no Brasil, regressando a Portugal doente e confinado a uma cadeira de rodas, falecendo pouco depois.
Camilo de Mendonça é lembrado por um busto (da autoria do escultor Hélder José Teixeira de Carvalho) colocado junto à Escola Secundária de Mirandela e na toponímia das freguesias de Gostei (Bragança) e de Carrazeda de Ansiães.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b "Costados", D. Gonçalo de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Livraria Esquina, 1.ª Edição, Porto, 1997, N.º 45 e N.º 97
  2. ↑ Ir para:a b c d e Castilho, J. M. Tavares (2010). «Biografia de Camilo de Mendonça.» (PDF)Procuradores da Câmara Corporativa (1935-1974)Assembleia da República Portuguesa. Consultado em 11 de Maio de 2014.
  3. ↑ Ir para:a b "Costados", D. Gonçalo de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Livraria Esquina, 1.ª Edição, Porto, 1997, N.º 97
  4. Ir para cima Homenagem ao Engenheiro Camilo de Mendonça. Nordeste N.º 29 - Boletim da Organização da Lavoura. Federação dos Grémios da Lavoura do Nordeste Transmontano. Bragança. Novembro, 1968.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]