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quarta-feira, 4 de maio de 2016

CAMILO MENDONÇA

Camilo António de Almeida Gama Lemos de Mendonça nasceu em Vilarelhos, concelho de Alfândega da Fé, em Julho de 1921 e faleceu em 5.4.1984. Foi um dos maiores empreendedores da sua geração. Conseguiu revolucionar a agricultura tradicional e construir um império no Complexo Industrial do Cachão.

O 25 de Abril de 1974 retirou da vida activa do país esse génio transmontano e a obra gigantesca que sonhou e tinha em fase de implantação, acabou por desfazer-se por não ter havido o engenho e a arte de prossegui-la, levando-a a bom termo. Teria sido a salvação económica para a região transmontana. Licenciou-se no Instituto Superior de Agronomia e foi o primeiro Presidente da RTP. Deputado eleito pelo Nordeste (Círculo de Bragança), secretário do Secretário de Estado da Agricultura, vogal do Conselho Cooperativo, Presidente da Junta do Café e do Grémio dos Armazenistas e Exportadores do Azeite, e também, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação Económica. 

Politicamente ligou-se à União Nacional, o partido de Salazar, tendo sido vogal da Comissão Executiva e membro da Comissão Organizadora do IV Congresso daquela organização, suporte ideológico do Estado. Fundou o Complexo Agro-Pecuário do Cachão em 1964, obra que ficaria inacabada devido ao 25 de Abril, que o levou ao exílio voluntário para o Brasil. A revolução agrícola preconizada por Camilo de Mendonça colocaria a agricultura transmontana em pé de concorrência com a europeia. Para tal incluía a construção de 130 barragens de terra. Deixou feitas as seguintes barragens: Vila Flor, Alfândega da Fé, Cachão, Carvalheira, Vilarelhos e Vilares da Vilariça. 

O jornalista Rogério Reis, publicou em O Primeiro de Janeiro de 14.4.1984 um artigo com o título «Camilo de Mendonça, íntegro transmontano», no qual exalta, com inteira justiça, a obra gigantesca deste valoroso transmontano ao qual chama “o grande paladino de Trás-os-Montes”. Como sempre acontece com os génios, quando sucedem as revoluções políticas, Camilo de Mendonça teve de exilar-se no Brasil, após o golpe militar de 1974, pagando caro o seu grande amor à terra que o viu nascer, pois veio de lá, em cadeira de rodas, já que sempre desejou morrer em Portugal que tão mal lhe pagou, pelo muito que fez. 
In Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

FRANCISCO ANTÓNIO PEREIRA DE LEMOS

Francisco António Pereira de Lemos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Francisco António Pereira de Lemos (Alfândega da FéVilarelhos, 1799 - Alfândega da Fé, Vilarelhos, 25 de Outubro de 1883) foi um empresário agrícola e políticoportuguês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Último Senhor do Morgado de Vilarelhos, Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi Deputado às Cortes.[1]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Teve de Angelina do Espírito Santo Rodriguez (Alfândega da Fé, Vilarelhos - ?), filha de Juan Rodríguez (Verín - ?), Galego, e de sua mulher Maria da Conceição (Alfândega da Fé, Vilarelhos - ?), uma filha natural, Maria Augusta Pereira de Lemos (Alfândega da Fé, Vilarelhos, 18 de Agosto de 1857 - Alfândega da Fé, Vilarelhos, 20 de Abril de 1935), Herdeira, Senhora da Casa dos Lemos de Vilarelhos, casada em Alfândega da Fé, Vilarelhos a 13 de Julho de 1874 com Camilo de Mendonça Machado de Araújo (Mirandela,Abreiro, 28 de Fevereiro de 1849 - Alfândega da Fé, Vilarelhos, 31 de Outubro de 1922), com geração.[1]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b "Costados", D. Gonçalo de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Livraria Esquina, 1.ª Edição, Porto, 1997, N.º 45 e N.º 97
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CAMILO de MENDONÇA

Camilo de Mendonça

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Camilo António de Almeida da Gama de Lemos de Mendonça (Alfândega da FéVilarelhos, 23 de Julho de 1921 — OeirasOeiras e São Julião da Barra5 de Abril de 1984) foi um engenheiro agrónomo, político e dirigente cooperativo que se notabilizou como o principal impulsionador da construção do Complexo Industrial do Cachão, um empreendimento agro-industrial que contribuiu para revolucionar a agricultura tradicional do nordeste de Portugal.

Família[editar | editar código-fonte]

Filho de Mário Augusto de Lemos de Mendonça (Alfândega da Fé, Vilarelhos, 9 de Fevereiro de 1893 - Lisboa, 30 de Novembro de 1979), Senhor da Casa dos Lemos de Vilarelhos, etc, Regente Agrícola, bisneto do 1.º Barão de Barcel, sobrinho-neto por afinidade da 1.ª Viscondessa de Barcel e neto materno de Francisco António Pereira de Lemos, e de sua mulher (Eucízia, 15 de Setembro de 1920) Maria Cândida de Almeida da Gama Pimentel (Eucízia, 10 de Junho de 1895 - 8 de Janeiro de 1981), Herdeira, Senhora das Casas de Cedães, do Vale do Salgueiro, de Eucízia, dos Azevedos de Vilarelhos e de Ferradosa, e primo-irmão de Joaquim Manuel Manso de Lemos de Mendonça.[1]

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Casou em Travanca, na Casa dos Barrosos, a 8 de Novembro de 1947 com Ana Maria Angélica de Meneses Barroso de Moura Pegado (Travanca, Casa dos Mouras Carvalhais, 24 de Agosto de 1921 - ?), Senhora da Casa dos Barrosos de Travanca e Co-Proprietária da Quinta do Vale da Porca, na Vilariça, filha de José António de Moura Pegado, sobrinho-bisneto do 1.º Visconde de Seabra, e de sua mulher e prima-sobrinha Teresa Corina do Céu Pegado de Meneses de Sousa Barroso, sobrinha-trineta do 1.º Visconde de Seabra, com geração.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Camilo de Mendonça nasceu a 23 de Julho de 1921 em Vilarelhos, concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança.[2]
Ingressou na vida política filiando-se na União Nacional, a organização política que suportava o Estado Novo, organização de que seria vogal da Comissão Executiva e membro da Comissão Organizadora do IV Congresso.
Alto funcionário público,[2] entre outras funções políticas, foi Secretário do Secretário de Estado da Agricultura, Secretário de Estado do Ministério da Agricultura, vogal do Conselho Cooperativo, presidente da Comissão Administrativa do Grémio dos Armazenistas e Produtores de Azeite em 1947, em cuja qualidade integrou como Procurador aCâmara Corporativa, pelo Comércio do Azeite na IV Legislatura, na qual fez parte da 4.ª Secção - Azeite, Frutas e Produtos Hortícolas, não tendo subscrito ou relatado qualquerparecer, tendo na XI Legislatura sido nomeado pelo Conselho Corporativo e sido 2.º Vice-Presidente da Mesa, Membro do Conselho da Presidência e feito parte da 12.ª Secção - Interesses de Ordem Administrativa, 1.ª Subsecção - Política e Administração Geral, não tendo subscrito ou relatado qualquer parecer, presidente da Junta do Café ou Junta da Exportação do Café de 1953 a 1957, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Bragança à Assembleia Nacional na VI, VII e X Legislaturas (1953 a 1973), Delegado doGoverno junto do Grémio dos Armazenistas e Exportadores de Azeite de 1953 a 1957, Vice-Presidente Adjunto do Conselho Técnico Corporativo de 1953 a 1957, primeiropresidente do conselho de administração da Radiotelevisão Portuguesa, SARL (a actual RTP) em 1957, Presidente do Grémio dos Agricultores e da Federação dos Grémios da Lavoura do Nordeste Transmontano[4] (desde a sua fundação), vice-presidente da Comissão de Coordenação Económica.[2] [3]
Empreendedor e persistente, em 1964, como um dos membros do setor desenvolvimentista do Regime, foi o grande impulsionador e liderou a fundação, no concelho deMirandela, do empreendimento do Complexo Agro-Pecuário e Agro-Industrial do Cachão.[2] Projectado para suportar uma verdadeira revolução agrícola que colocaria a agricultura transmontana ao nível das melhores congéneres europeias, para além de um complexo destinado à agro-indústria, o empreendimento incluía a extensão do regadio a uma vasta área, suportado pela construção de 130 barragens de terra.
Nos anos de 1975 a 1978, como consequência da Revolução do 25 de Abril, o projecto entrou em colapso. Apesar disso, ficaram diversas fábricas, algumas das quais vieram a encerrar posteriormente, e as seguintes barragens: Vila Flor, Alfândega da Fé, Cachão, Carvalheira, Vilarelhos e Vilares da Vilariça.
Dada a sua ligação ao regime do Estado Novo, tendo sido próximo de Marcelo Caetano,[2] Camilo de Mendonça optou pelo exílio voluntário no Brasil, regressando a Portugal doente e confinado a uma cadeira de rodas, falecendo pouco depois.
Camilo de Mendonça é lembrado por um busto (da autoria do escultor Hélder José Teixeira de Carvalho) colocado junto à Escola Secundária de Mirandela e na toponímia das freguesias de Gostei (Bragança) e de Carrazeda de Ansiães.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b "Costados", D. Gonçalo de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Livraria Esquina, 1.ª Edição, Porto, 1997, N.º 45 e N.º 97
  2. ↑ Ir para:a b c d e Castilho, J. M. Tavares (2010). «Biografia de Camilo de Mendonça.» (PDF)Procuradores da Câmara Corporativa (1935-1974)Assembleia da República Portuguesa. Consultado em 11 de Maio de 2014.
  3. ↑ Ir para:a b "Costados", D. Gonçalo de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Livraria Esquina, 1.ª Edição, Porto, 1997, N.º 97
  4. Ir para cima Homenagem ao Engenheiro Camilo de Mendonça. Nordeste N.º 29 - Boletim da Organização da Lavoura. Federação dos Grémios da Lavoura do Nordeste Transmontano. Bragança. Novembro, 1968.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

SOLAR DO MORGADO


SANTOS DA CAPELA
Esquerda: Santo António Alegria
Centro: Nossa Senhora da Conceição
Direita: S. João

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Santos da capela do solar: SOLAR DO MORGADO DE VILARELHOS

SANTOS DA CAPELA
Esquerda: Santo António Alegria
Centro: Nossa Senhora da Conceição
Direita: S. João

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SOLAR DO MORGADO

Solar do Morgado de Vilarelhos
IPA.00000560
Portugal, Bragança, Alfândega da Fé, Vilarelhos
 Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Casa nobre  Casa nobre  Tipo planta em U
Arquitectura residencial, setecentista. Solar de planta em U, integrando capela com decoração marcadamente barroca no ângulo SE., com ala de provável construção oitocentista que lhe conferirá a actual planta em U.
Descrição
Planta composta em U integrando capela no ângulo SE., com pátio interior ladeado por muro pelo lado S. dispondo de portal de acesso. 
Edifícios de função agrícola adossam-se às alas do edifício desenvolvendo-se para o lado oposto à fachada principal.
 Um muro corre também pelo lado N. cercando espaço de jardim. 
Volumes articulados no solar e na capela, coberturas diferenciada em quatro, três e duas águas no edifício central, capela e edifícios anexos. 
Fachada principal orientada a E. flanqueada a S. por capela, sendo as outras duas alas do solar orientadas a N. e S.. 
Apresenta porta central de verga curva flanqueada por dois pequenos óculos e ladeada por dois vãos gradeados no 1º piso. No 2º rasgam-se seis janelas de guilhotina com molduras recortadas e decoradas com elementos vegetalistas. 
É rematada por cornija. A capela, cuja separação na fachada é marcada por pilastras encimadas por urnas, tem portal encimado por janela de sacada, com balcão ondulado provido de balaústres graníticos, coroada por pedra de armas. 
Remata em frontão curvo interrompido sobrepujado por cruz latina ao centro. 
Toda a fachada recebeu reboco amarelo ocre, hoje bastante danificado, com excepção do embasamento. Para E. orienta-se também o lagar com porta de acesso para a rua. 
Alçado S.: pano da nave ostentando um vão, rematado por cornija e com arco sineiro muito elaborado. Pano na capela-mor, reentrante, com óculo encimado por janela de guilhotina de moldura decorada ladeado por pequeno vão.
 Pano de edifício anexo com uma porta e pano S. do lagar. 
Portal de acesso ao pátio interior encimado por padieira com data inscrita: "1744". 
Alçado O.: pano correspondente ao lagar e cozinha encimada por imponente chaminé em silhares graníticos rematada por cornija e pináculos nos ângulos.
 No pano O correspondente à ala N. do edifício, no piso inferior adossam-se construções anexas e no piso superior rasgam-se três janelas, umas das quais geminada e decorada. 
A fachada N. é rebocada a branco nos primeiros panos e a bege no 3º, com portas e gradeamentos pintados a verde. 
O 1º pano tem porta térrea, que a diferença de cota do terreno permitiu abrir, flanqueada por pequenos vãos. No registo seguinte rasgam-se cinco vãos, três de maiores dimensões alternando com dois menores, e no último registo três janelas de sacada. 
No 2º pano abre-se porta térrea encimada por janela no piso superior e no 3º uma janela em cada um dos dois pisos. 
Remata com cornija. No telhado, uma trapeira abre para este lado.
Acessos
Vilarelhos, núcleo NO. da aldeia
Protecção
Inexistente
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Urbano, ladeado por ruas empedradas. 
Situa-se num ponto pouco elevado num dos extremos da aldeia. Uma propriedade agrícola, murada, desenvolve-se em frente à fachada principal e a S., do outro lado da estreita rua, ergue-se uma casa. 
Para as traseiras do edifício estende-se a propriedade fundiária do solar.

Descrição Complementar
Pedra de armas: partido: a primeira pala cortada de Pereira e de Lemos a segunda de Azevedos.

Utilização Inicial
Residencial: casa nobre

Utilização Actual
Residencial: casa

Propriedade
Privada: pessoa singular

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.

Cronologia
Séc. 17 - instituição do morgadio por João de Azevedo Pereira, cavaleiro da Ordem de Cristo, que casou com D. Bernarda Maria Josefa de Almeida Menezes; séc. 18, meados - construção do actual edifício; 1744 - data inscrita sobre o portal; 1800 - nasce o 4.º morgado de Vilarelhos, Francisco António Pereira de Lemos, cuja filha natural herdeira da casa, vem a desposar Camilo Mendonça; séc. 19, finais - provável construção da ala N., na totalidade ou em parte; 1910 - morte do 2º morgado, filho de Camilo Mendonça; 1922 - morte de Camilo Mendonça *3; 1994, 18 outubro - proposto como Monumento Nacional pelo PDM de Alfândega da Fé, DR 241.

Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais
Granito, xisto, cimento, madeira, vidro, ferro, telha.

Bibliografia
ALVES, Francisco Manuel, Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Os Fidalgos, vol. 6, Bragança, 1981; HIDROPROJECTO, Plano Director Municipal de Alfândega da Fé. Proposta de Plano, vol. 2, AMTQT, 1993; www.progenea.com, 20 Outubro 2006; VILARES, João Baptista, Monografia do Concelho de Alfândega da Fé, Porto, s.d.;
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Proprietário: séc. 20, década de 90 - obras de restauro nas alas E. e S. do edifício.

Observações
*1 - Integrado no "Complexo de Povoamento 2" proposto como Monumento Nacional pelo PDM de Alfândega da Fé e constituído ainda pela pedra escrita de Redevides em Santa Justa, pelo Castro e pela Necrópole de Nossa Senhora dos Anúncios, pela aldeia de Santa Justa, pelo Castro de Santa Justa e pelo Solar de Santa Justa. 
*2 - Os proprietários que após partilhas têm vindo a restaurar a casa (alas No. e NE.) residem em Lisboa deslocando-se no entanto com frequência a Vilarelhos. 
*3 - Sobrinha e também herdeira do 1º morgado foi Dª Antónia de Vasconcelos Pereira de Lemos, casada com Manuel da Costa Pessoa Pinto Cardoso (ALVES, 1981). A capela substituiu a igreja paroquial em alturas em que esta, por obras ou outra impossibilidade, não permitia a celebração do culto. 
*4 - Um desenho algo ingénuo do brasão é publicado em (ALVES, 1981).
Autor e Data


Alexandra Cerveira 1997
SOLAR
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=560